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Publicado em 29/07/2008

Marina Maggessi desvenda bastidores da polícia em livro

Dura na Queda. Esse é o título da biografia autorizada sobre a trajetória pessoal e profissional da ex-inspetora de Polícia, Marina Maggessi, que está no segundo ano do seu primeiro mandato como deputada federal. Eleita pelo PPS em 2006, Maggessi é integrante da Comissão de Segurança Pública e da CPI das Escutas Telefônicas na Câmara.

Maggessi foi responsável pelas prisões dos maiores traficantes do país como Uê, Elias Maluco e Marcinho VP. Chefiava o Núcleo de Inteligência da Polícia Civil do RJ, quando desenvolveu várias operações, inclusive, algumas em conjunto com a Polícia Federal.

Por trás da maioria dessas investigações estava a inspetora de polícia Marina Maggessi, que acreditava — e continua acreditando — que na hora de enfrentar o crime a inteligência é mais importante que a força. Algumas dessas prisões foram efetuadas sem um único disparo de arma.

Dura na Queda conta a vida da policial, da botafoguense, enfim daquela que foi a primeira mulher a chefiar o departamento de inteligência da Polícia Civil fluminense. Narra também os bastidores das principais prisões realizadas por ela e vai além, revelando episódios dramáticos da vida pessoal de Maggessi

“Sei que me exponho neste livro, mas prefiro as pessoas que se expõem. Gostaria que as mulheres que passaram por traumas parecidos tomassem a minha história como exemplo e pensassem que se eu tive força para enfrentar isso e me transformar na mulher que sou, elas também podem”, explica a autora, em entrevista à editora Objetiva, que edita seu livro.

Repercussão internacional


A estratégia de ação do grupo da ex-inspetora já foi tema de reportagem do conceituado jornal americano The Wall Street Journal. “Usando uma mistura de espionagem high-tech e táticas psicológicas, Marina ajudou a polícia a prender — ou ocasionalmente matar — quase 80 chefes do tráfico nos últimos três anos”, publicou o diário em 2005.
 
Escrita com ajuda dos jornalistas Ana Maria Bahiana e Fábio Gusmão, a biografia traz ainda capítulos em que a ex-chefe de polícia faz um prognóstico implacável da violência no Rio de Janeiro e defende-se das acusações de que estaria envolvida no esquema de corrupção de alguns de seus ex-subordinados da Polícia Civil liderado pelo polêmico delegado Álvaro Lins.
 
“O futuro do Rio já chegou: são o crack e o ecstasy”, afirma Marina na página 253, em Violência, corrupção e tráfico: um prognóstico. “Eu nunca matei, nem seria capaz de mandar matar alguém. Até a tarde daquela quinta-feira de abril de 2007, não passava pela minha cabeça que um dia seria necessário convencer alguém disso”, escreve ela no capítulo 28, De heroína a vilã.

Com informações da Editora Objetiva.

Fonte: Site PPS
Por: Wilian Passos